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Core Web Vitals: o guia técnico para melhorar LCP, CLS e INP

Core Web Vitals: o guia técnico para melhorar LCP, CLS e INP

Core Web Vitals: o guia técnico para melhorar LCP, CLS e INP

Introdução

O desenvolvimento de software está cada vez mais focado na experiência do usuário, seja ele um cliente ou um consumidor final. A World Wide Web Consortium (W3C) reconheceu a importância dessa abordagem e lançou o Core Web Vitals, um conjunto de métricas para avaliar a qualidade da experiência do usuário em sites e aplicativos web.

O Core Web Vitals é composto por três principais métricas: LCP (Longest Contentful Paint), CLS (Cumulative Layout Shift) e INP (Input Delay). Essas medidas permitem que os desenvolvedores avaliem a velocidade, a estabilidade e a interatividade do site ou aplicativo, fornecendo uma visão mais completa da experiência do usuário.

Neste artigo, você aprenderá sobre as métricas de desempenho do Core Web Vitals, incluindo como calcular e interpretar cada uma delas. Além disso, você entenderá como melhorar os valores das métricas, garantindo uma experiência mais rápida, estável e interativa para seus usuários.

O que é e por que importa

O Core Web Vitals é um conjunto de mítricas desenvolvido pela W3C para avaliar a qualidade da experiência do usuário em sites e aplicativos web. As três principais mítricas incluem:

  • LCP (Longest Contentful Paint): A LCP representa o tempo necessário para que os conteúdos mais significativos de uma página sejam carregados na tela do usuário.
  • CLS (Cumulative Layout Shift): O CLS mede a instabilidade da layout de uma página, ocorrendo quando elementos de conteúdo se movem ou mudam de posição durante o carregamento.
  • INP (Input Delay): A INP é o tempo entre a entrada do usuário e a resposta do sistema, refletindo a interatividade da experiência.

O Core Web Vitals visa fornecer uma visão mais completa da experiência do usuário em sites e aplicativos web. As principais motivações para implementar as mítricas do Core Web Vitals incluem:

  • Melhorar a velocidade e estabilidade dos sites, reduzindo a frustração dos usuários com carregamentos lentos ou instáveis;
  • Garantir uma experiência mais interativa e responsiva às necessidades dos usuários, como entrada de dados sem tempo de resposta excessivo;
  • Cumprir as recomendações de desempenho para melhorar os rankings nos mecanismos de busca, que incluem entre seus critérios a velocidade de carregamento das páginas.

Implementando e melhoria dessas mítricas, os desenvolvedores podem garantir uma experiência mais rápida, estável e interativa para os usuários.

Como funciona na prática

O Core Web Vitals é uma combinação de tecnologias e ferramentas para medir e otimizar as experiências de usuário em sites e aplicativos web. Aqui está um resumo das etapas envolvidas:

  • Aceleração do carregamento: O LCP (Longest Contentful Paint) é afetado por fatores como a compressão de imagens, a minificação de código, e a utilização de caches. Desenvolvedores podem utilizar bibliotecas de compressão de imagens como ImageOptim ou TinyPNG para reduzir o tamanho das imagens.
  • Otimização da carga: Para melhorar a LCP, é fundamental otimizar a carga do conteúdo. Isso pode ser feito através da priorização do carregamento de conteúdo crítico (como título e texto) sobre o não-crítico (como imagens ou scripts).
  • Prevenção de Layout Shift: O CLS (Cumulative Layout Shift) é afetado por mudanças nos tamanhos de elementos, como quando se usa um botão que aumenta o tamanho. Para evitar Layout Shift, desenvolvedores podem usar técnicas como fixar os tamanhos dos elementos ou adicionar espaçamento para evitar mudanças imprevistas.
  • Métricas de Rendimiento: Ferramentas como Lighthouse e WebPageTest podem ser utilizadas para medir as métricas do Core Web Vitals, fornecendo informações sobre o desempenho da página. Desenvolvedores precisam monitorar esses dados para identificar áreas que necessitam de melhoria.
  • Implementação de Soluções: Com base nos resultados das métricas, desenvolvedores podem implementar soluções como a utilização de caches, o pré-carregamento de conteúdo, ou até mesmo alterações no design da página para minimizar Layout Shifts. O LCP e a INP também podem ser melhorados com técnicas como a minificação de código e o uso de serviços de entrega de conteúdo (CDN).
  • Mantendo a Melhoria: A experiência do usuário pode mudar ao longo do tempo, então é crucial monitorar as métricas regularmente e ajustar as soluções implementadas para garantir que continue a melhorar.

Exemplo real

Vamos ao exemplo de uma loja online que deseja melhorar seus Core Web Vitals.

Uma das principais áreas de melhoria foi a LCP, pois os tempos de carregamento estavam muito altos e afetando negativamente a experiência do usuário. Para resolver isso, o desenvolvedor decidiu implementar o pre-carregamento de conteúdo utilizando a biblioteca preload.

// Exemplo de implementação do preload para melhorar LCP
<link rel="preload" as="script" href="script.js">
<link rel="preload" as="style" href="estilos.css">

Além disso, foi necessário otimizar a carga da página. Para isso, foi priorizado o carregamento de conteúdo crítico (como título e texto) sobre o não-crítico (como imagens ou scripts).

// Exemplo de como priorizar o carregamento de conteúdo crítico
<head>
  <link rel="preload" as="style" href="estilos.css">
  <meta charset="UTF-8">
  <title>Loja Online</title>
  <script src="script.js"></script>
</head>

Outra área que precisou ser trabalhada foi a INP, pois os tempos de interação estavam muito altos e afetando negativamente a experiência do usuário. Para resolver isso, o desenvolvedor decidiu implementar a minificação do código utilizando a biblioteca UglifyJS.

// Exemplo de como utilizar a minificação para melhorar INP
const fs = require('fs');
const UglifyJS = require('uglify-js');

const originalCode = fs.readFileSync('script.js', 'utf8');
const minifiedCode = UglifyJS.minify(originalCode);

fs.writeFileSync('script.min.js', minifiedCode.code);

Com essas melhorias, a loja online conseguiu melhorar significativamente seus Core Web Vitals e proporcionar uma experiência mais fluida para os usuários.

Boas práticas e armadilhas comuns

Boas práticas

  • Priorize a análise de desempenho: Antes de implementar melhorias, é fundamental entender as causas raiz dos problemas em sua aplicação. Utilizar ferramentas como Lighthouse ou Google Chrome DevTools pode ajudar a identificar áreas para melhoria.
  • Otimização gradual: Embora seja tentador resolver todos os problemas de uma vez, é importante abordá-los gradualmente para evitar impactos negativos no desempenho da aplicação. Isso pode incluir implementar melhorias em um ambiente de desenvolvimento e testes antes de aplicá-las ao ambiente de produção.
  • Manter a simplicidade: Evite adicionar soluções complexas ou que impliquem mudanças significativas no código existente. Em vez disso, priorize abordagens simples e diretas para resolver os problemas.
  • Mantenha as métricas de desempenho atualizadas: Regularmente atualize as métricas de desempenho após implementar melhorias para garantir que você esteja alcançando os objetivos pretendidos.

Armadilhas comuns

  • Minificação não é suficiente: Embora a minificação do código seja uma prática importante, ela nem sempre resolve os problemas relacionados ao tempo de interação (INP). É necessário abordar outras fontes de latência e congestionamento no sistema.
  • O pre-carregamento pode criar problemas com a cache: Embora o pre-carregamento possa melhorar a experiência do usuário, ele também pode afetar negativamente a cache das páginas. Certifique-se de que seu cache esteja configurado corretamente para evitar problemas.
  • Não subestime os impactos dos scripts: Os scripts podem ter um impacto significativo no desempenho da aplicação, especialmente se eles forem executados em uma ordem não otimizada. Certifique-se de que seus scripts estejam sendo carregados e executados de forma eficiente.
  • Mantenha as bibliotecas atualizadas: As bibliotecas podem ter problemas de desempenho ou segurança, então é fundamental manter as versões mais recentes para evitar problemas.

Conclusão

A melhoria dos Core Web Vitals é um processo contínuo que requer atenção aos detalhes e planejamento cuidadoso. Ao adotar as práticas apresentadas nesse guia, você estará em condições de melhorar significativamente os seus indicadores de LCP, CLS e INP.

Para prosseguir na melhoria da experiência do usuário, considere aprofundar conhecimentos sobre otimização de imagens, uso eficaz das cache, estratégias para lidar com scripts complexos e implementação de recursos como Web Vitals API. Além disso, é fundamental manter-se atualizado em relação às recomendações do Google e aos padrões estabelecidos pela World Wide Web Consortium (W3C).

Ao seguir essas diretrizes e continuar a aprender sobre os desenvolvimentos mais recentes na área de performance online, você garantirá que sua aplicação continue a se destacar por oferecer experiências inovadoras e seguras para seus usuários.

Referências

  • Google Developers. Aprender sobre os Core Web Vitals. Disponível em: https://developers.google.com/web/tools/lighthouse/audits/core-web-vitals?hl=pt-br. Acesso: 2024.
  • Mozilla MDN Web Docs. Otimização de imagens. Disponível em: https://developer.mozilla.org/pt-BR/docs/Learn/Pages/Responsive/Otimizacao_de_imagens. Acesso: 2024.
  • Google Developers. Entendendo a LCP (Tempo de carregamento da primeira página). Disponível em: https://developers.google.com/web/tools/lighthouse/audits/page-load-shifting?hl=pt-br. Acesso: 2024.
  • ThoughtWorks. Princípios 12 do Design de Software. Disponível em: https://www.thoughtworks.com/pt/insights/blog/12fator-design-software. Acesso: 2024.
  • W3C (World Wide Web Consortium). Especificação dos recursos da API de Web Vitals. Disponível em: https://www.w3.org/TR/webvitals/. Acesso: 2024.